sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

TDAH: Mitos e suas consequências.

TDAH: Mitos e suas consequências.

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O Conhecimento acerca do TDAH tem sido cercado de idéias falsas, desprovidas de embasamento científico.
A Ciência, na sua busca pelo conhecimento da natureza, faz exigência de alguns critérios e usa de rigor para assegurar que um determinado acontecimento é uma verdade científica.
Importante lembrar que, diante de um fato isolado observado, não devemos apressadamente inferir que o fato antecedente gerou o fato posterior até que várias repetições do fenômeno em circunstâncias idênticas tenham se repetido, e que se possa estabelecer um vínculo lógico entre os acontecimentos em jogo. Outra exigência da Ciência é que, sempre que possível, o fenômeno possa ser repetido empíricamente.
Vamos examinar em seguida algumas falsas crenças que as pessoas têm mantido em relação ao TDAH.
Mito 1
“O TDAH é um distúrbio fantasma, não existe. Na verdade criaram uma boa desculpa para pais e professores justificarem suas dificuldades de educar e de colocar limites a certas crianças mais difíceis que as outras.”
Resposta: O transtorno tem sido descrito tanto na cultura ocidental quanto na oriental. Os estudos com gêmeos e com crianças adotadas mostram que o papel predominante é do fator hereditário, cabendo ao ambiente uma participação menos expressiva na gênese do problema.

Veja a carta assinada por 80 profissionais experientes sustentando que o TDAH é um transtorno legítimo. 
Mito 2
“As crianças com TDAH não são diferentes das demais. Nenhuma criança consegue ficar quieta ou prestar atenção por muito tempo seguido.”
Resposta: É verdade que as capacidades de controle da atividade motora, dos impulsos e da capacidade vão se desenvolvendo no período da infância.
A diferença entre uma criança com TDAH e outra talvez não possa ser bem percebida na hora do recreio da escola, quando é de se esperar que todas as crianças estejam correndo, pulando ou gritando. Porém, ao soar a campainha do fim do recreio, quando todos retornam à sala de aula, aí podemos observar que uma determinada criança sistematicamente não consegue parar, e nas aulas é frequentemente incapaz de sustentar a atenção, desviando a sua atenção para outros estímulos com maior facilidade do que as demais.
A diferença é quantitativa e não qualitativa. Quer dizer, tudo que uma criança com TDAH mostra no seu comportamento as demais também apresentam, só que naquela que tem TDAH isto aparece de uma forma mais intensa, freqeente e trazendo inúmeros prejuízos em todas as esferas de sua vida, escolar, familar e social.
Mito 3
“O TDAH é um transtorno muito mais freqüente no sexo masculino.”
Resposta: Durante muitos anos o componente da hiperatividade foi considerado o fato mais importante nesse transtorno e, como os meninos costumam apresentar mais hiperatividade que as meninas, acreditou-se que esse problema seria bem mais comum no sexo masculino.
Em 1980 (DSM-III) a denominação utilizada passou a ser Distúrbio do Déficit de Atenção. Com essa mudança as dificuldades de atenção destronaram a hiperatividade. O que ficou evidente é que nas meninas o tipo clínico que cursa sem hiperatividade (Tipo Predominantemente Desatento) é mais comum. Por essa razão, por ser menos ruidoso, esse tipo pode passar mais tempo sem ser identificado, ou ser facilmente confundido com outras condições, como depressão, deficiência intelectual leve, problemas psicológicos, etc.
Mito 4
“Os sintomas de TDAH geralmente desaparecem espontaneamente no final da adolescência.”
Resposta: Era exatamente isso que se pensava enquanto o fator hiperatividade era o mais importante no quadro clínico, pois existe uma tendência da hiperatividade declinar com o passar dos anos, ao passo que os sintomas de desatenção tendem a persistir.
Na verdade nem sempre a hiperatividade desaparece, ela apenas evolui de acordo com a idade. Por exemplo, uma criança hiperativa pula sem parar, trepa nos armários da casa, corre de um lado para outro. Quando essa mesma pessoa chega à idade adulta não é de se esperar que ela continue com o mesmo comportamento, mas podemos ver que ela está sempre andando de um lado para outro, faz tudo como se estivesse com muita pressa, não consegue deixar as mãos paradas, assume inúmeras tarefas simultaneamente, sem conseguir finalizar a maioria delas, tem dificuldade de planejamento, seguir metas e de se organizar de uma maneira geral.
Mito 5
“Se uma criança com TDAH consegue fazer com muita atenção uma atividade do seu interesse (videogame, por exemplo) e não consegue fazer os deveres escolares, a razão para isso parece ser uma falta de vontade ou motivação.”
Resposta: Na verdade o termo “déficit de atenção” não descreve fielmente o que ocorre e provavelmente será substituído no futuro, pois o que ocorre com essas pessoas é uma inconstância ou má-regulação da atenção. Existe um prejuízo na capacidade de a pessoa dirigir sua própria atenção, ou seja, uma dificuldade na atenção voluntária.
Muitas dizem que tentam se esforçam para ler, estudar, mas não conseguem. É claro que depois de algum tempo essas pessoas vão de antemão evitar ou desistir antes mesmo de iniciarem essas tarefas tão penosas para elas.

Na verdade a criança com TDAH costuma, em alguns casos, concentrar-se com maior facilidade em atividades mais dinâmicas, mais motivantes, lúdicas e pouco repetitivas. A isso costuma-se chamar de Hiperfoco.
Mito 6
“Os medicamentos usados no tratamento do TDAH provocam efeitos colaterais sérios e podem causar dependência.”
Resposta: A maioria dos especialistas com experiência no acompanhamento de pessoas com o transtorno, afirmam que os medicamentos utilizados para o tratamento do TDAH são eficazes e seguros. É evidente que qualquer medicamento pode produzir efeitos adversos, e os medicamentos para o TDAH não fogem a essa regra. Devem ser administrados por profissional com experiência no seu manejo.
Mito 7
“O uso de medicação para tratar o TDAH pode predispor a criança se tornar um dependente de outras drogas no futuro.”
Resposta: Estudos já foram realizados acompanhando as crianças que tinham feito uso de medicamentos para TDAH, e comparando esse primeiro grupo com outro grupo de crianças que, por qualquer razão, não tinham feito tratamento para TDAH. O resultado é que a ocorrência de abuso de drogas na juventude revelou-se maior ou idêntico no grupo não tratado para TDAH, o que mostra que o tratamento medicamentoso, na verdade, não é capaz de induzir ao abuso de drogas.
Mito 8
“Apresentar TDAH na infância traz poucas conseqüências para a vida da pessoa e por isso não se justifica um tratamento nessa idade.”
Resposta: Alguns casos de TDAH menos intensos, quando acompanhados de alto nível intelectual e ambiente familiar bem estruturado (fatores de resiliência ou proteção), podem passar pela vida sem que o transtorno cause grandes prejuízos na sua qualidade de vida.
Todavia, na maior parte dos casos, o TDAH compromete seguramente a qualidade de vida da pessoa, e sem dúvida, isto significa que ela seria capaz de desenvolver melhor o seu potencial se tivesse em tratamento para TDAH.
Prejuízos na auto estima, rendimento escolar e profissional abaixo da real capacidade, conflitos com colegas e cônjuges, maior comorbidade com outras doenças, como depressão, ansiedade, dentre outras, maior tendência maior a ter múltiplos casamentos, gestações indesejadas, abuso de álcool e drogas, são algumas das possíveis conseqüências que a falta do tratamento do TDAH traz para a vida das pessoas.
Sam Goldstein, experiente psicólogo norte-americano, afirma que “o risco de não tratar é certamente maior que o risco do tratamento”.
Mito 9
“TDAH e Hiperatividade são sinônimos. Todas as crianças com TDAH são hiperativas.”
Resposta: Os sintomas de Hiperatividade só estão presentes no tipo combinado e predominantemente hiperativo. No tipo predominantemente desatento não está presente o sintoma de hiperatividade.
Mito 10
“Uma vez diagnosticada como TDAH, a criança tem uma boa desculpa para seu rendimento escolar prejudicado.”
Resposta: Nem sempre o diagnóstico de TDAH responde por todas as questões referentes ao rendimento escolar prejudicado. Transtornos de aprendizagem como dislexia, discalculia, disortografia, má qualidade de ensino, didática equivocada, métodos de ensino obsoletos e falta de recursos pedagógicos podem explicar alguns casos que não necessariamente estão associados ao TDAH.
O TDAH é um transtorno da atenção. Uma vez que a atenção e concentração são condições necessárias para todo e qualquer processo de aprendizagem, o TDAH interfere no desempenho acadêmico e escolar global.
Mito 11
“Um tratamento à base apenas de medicamentos pode resolver satisfatoriamente quase todos os casos de TDAH.”
Resposta: O tratamento do TDAH está baseado em um tripé de ações: Psicoeducação (informação sobre o transtorno), Psicoterapia (nos casos em que há prejuízo psicológico) e Medicação.

Em todos os casos, a psicoeducação é elemento fundamental e prioritário para o tratamento do TDAH. 
Fonte: Artigos do Dr. Sergio Bourbon (adaptado)
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CULINÁRIA EDUCATIVA EJA MATUTINO











ASSIM FAZEMOS NOSSA ESCOLA!

























VISITA AO GABINETE DO VEREADOR JONES DARK

10 DICASS PARA TRABALHAR COM EDUCAÇÃO ESPECIAL.




Como planejamos atividades para uma educação especial ou estudantes de uma sala de recursos? Como em qualquer consideração na educação de necessidades especiais, é essencial entender o que são estas necessidades especiais. Os estudantes têm dificuldades físicas ou emocionais? Há estudantes incapazes quanto ao desenvolvimento? Visão ou audição prejudicada? Podemos então basear nossas atividades em torno das necessidades. Aqui estão algumas considerações gerais, seguidas depois por outras mais específicas. Vamos aos tópicos:
1.      Seja atento aos fatores estressantes únicos que seus estudantes com necessidades especiais enfrentam. O que poderia parecer divertido para um estudante comum pode ser aterrorizante para um estudante autista.
2.      Monitore a estimulação sensorial: novos sons, aromas, sabores e toques.
3.      Mudanças são muito difíceis para muitos estudantes com necessidades especiais. Sua zona de conforme é estreita; novidades podem sem muito intimidantes. Assegure-os de sua segurança pessoal.
4.      Limite as variáveis no ambiente. Muitos estudantes sofrem de sobrecarga sensorial, então, mantenha as coisas tão consistentes quanto possível. Mesmo ir a aulas como arte ou música pode ser traumático.
5.      Esteja preparado para períodos difíceis, sendo calmo e consistente. Isto estruturará a confiança de seus alunos em situações novas.
6.      Discuta opções com os alunos. Muitas vezes uma criança com necessidades especiais só consegue ver uma opção – “bater ou correr”. Faça sessões de brainstorm com eles sobre o que fazer quando se sentem em perigo (pedir ajuda a um adulto, entrar em um corredor, etc).
7.      Complete suas ações alertando outros integrantes da equipe ou adultos sobre os planos do aluno.
8.      Seja franco com seus outros alunos, especialmente os “normais”. Explique a situação e assegure a eles que serão mantidos seguros. Fale a eles sobre como interagir com alunos com necessidades especiais.
9.      Quando selecionar atividades, fale com seus alunos. Pergunte como se sentem e o que apreciariam. Esta tende a ser uma boa hora para uma lição de linguagem. Escreva seus pensamentos no quadro, Use um quadro SQA se eles puderem fazer isto (S – o que eu sei sobre o que estamos fazendo, Q – o que eu quero aprender, A – o que eu aprendi). O quadro é encerrado após a atividade.
10.  Para atividades dentro de sala de aula, opte pelo simples em vez do complicado. Este conselho aplica-se a todos os alunos. Eles têm uma oportunidade maior de êxito. A maior meta para a maioria das atividades é interação positiva em geral e comunicação, juntamente com exposição a novas coisas.

Créditos: Como fazer tudo/ GENTE MIÚDA



Projeto copa do mundo 2014


Projeto copa do mundo 2014
1. Justificativa
O futebol é uma das práticas culturais (esportivas) mais difundidas em âmbito nacional que necessita ser alvo de estudos científicos, na medida em que revela uma rede intrincada de significações. O futebol quando competitivo (profissional) visa à extração de um campeão e, consequentemente, rotula vencedores e perdedores. Quando inserido no contexto escolar, possui características específicas, sendo também permeado por tensões, competições, exclusões, inclusões, etc. O futebol é uma das maiores paixões do povo brasileiro. Neste período de copa do mundo devemos aproveitar esse acontecimento, para enriquecer e dar mais sentido às aulas, conhecer e saber um pouco mais sobre a África do Sul trabalhando também os temas transversais: Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde, Trabalho e Consumo.
Objetivo Geral
Este projeto visa um trabalho interdisciplinar, eventos desse tipo são excelentes temas motivadores para desenvolver os conhecimentos e as competências curriculares, o futebol assumiu um enorme espaço na nossa cultura. Conhecer as várias etnias e culturas, valorizá-las e respeitá-las. Repudiar a discriminação baseada em diferenças de raça, idade, religião, classe social, nacionalidade e sexo. Objetivos Específicos Conhecer, valorizar e divulgar as diversas culturas. Identificar as danças, músicas, comidas, crenças e roupas tradicionais de cada país. Conhecer a história das copas. Identificar cada país e os dias que jogam. Respeitar e compreender o trabalho coletivo. Período de Realização: Março a Junho de 2014.
Metodologia ► Observação: Usar o laboratório de informática sempre que possível. Sugestões de Trabalho Sensibilização: Mostrar fatos aos alunos, ler textos ou exibir vídeos sobre as Copas. Temas Transversais Ética: Envolver todo o conteúdo no tema PAZ, já que se fala em campeonato mundial, abordar a união dos povos pelo esporte, a necessidade de um trabalho coletivo bem planejado, o respeito entre os envolvidos e com as regras, bem como aceitação de que não se vence sempre... Que temos que aceitar a derrota e dela extrairmos novas estratégias. Organizar um jogo de futebol / As regras do futebol e a função de cada jogador. / Tipo de roupa adequada para a prática do futebol (uniforme). / Organização da fila e Posição adequada para cantar o Hino Meio ambiente: Observar no meio ambiente as mudanças ocorridas em razão da Copa (pinturas, enfeites em geral) e analisar os aspectos positivos (torcida) e negativos (poluição visual, sujeira) Pluralidade cultural: Observar a língua falada em outros países e resgatar alguns usos e costumes de alguns países que nós brasileiros herdamos. Pode-se pedir que os alunos definam racismo, preconceito e discriminação e criem situações dramatizando esses conceitos para os colegas. Peça aos seus alunos que tragam fotos de seus ídolos. Monte um mural com essas imagens. Verifique se há negros, orientais e representantes de diversas etnias. Avalie com a turma a porcentagem de ídolos brancos, negros e orientais. Quem tem mais destaque na TV? Matemática Jogo bem calculado São muitos os números envolvidos numa competição: pontos, gols, faltas, impedimentos... A Matemática oferece as ferramentas necessárias para a turma interpretar esses dados, ler tabelas e fazer projeções.
2. Sugestões de atividades:
· Construção de gráficos para avaliar a evolução dos times.
· Identificação de formas geométricas no campo.
· Utilização de conhecimentos de geometria para entender as regras e as jogadas ensaiadas.
- que podem ser reproduzidas numa maquete.
· Confecção de uma tabela com pontos ganhos, ranking de artilheiros, saldo de gols e outros dados significativos sobre o torneio.
· Análise das informações de tabela da Copa do Mundo para solucionar problemas e fazer projeções estatísticas · Criar problemas.
· Quantas vezes o Brasil foi campeão? Significado da palavra Penta (bem como tetra, tri, bicampeão) Significado dos termos: oitavas de final, quartas de final, semi final e final. Quantidade de jogadores num jogo de futebol. Os reservas da seleção (função) Agenda da copa O comércio que envolve a Copa (bandeiras, camisetas, apito, etc...)

 Língua Portuguesa
Poucos assuntos provocam tantas discussões acaloradas como o futebol. O domínio da língua portuguesa ajuda a construir argumentos coerentes e a expressar as ideias com mais clareza e confiança.
Sugestões de atividades:
· Pesquisa de expressões futebolísticas que foram incorporadas ao vocabulário corrente: qual o significado original de cada uma dessas expressões e o uso que ela ganhou no idioma fora do contexto esportivo.
· Comparação da linguagem usada pelos locutores de rádio e televisão com o texto escrito nos jornais e nas revistas para descrever os jogos.
· Exercícios para desenvolver a argumentação, habilidade fundamental em qualquer conversa.
· O Hino Nacional
- A letra do hino enfatizando as palavras que as pessoas mais erram; pesquisa no dicionário do significado das palavras mais difíceis.
· Organização de Listas de nomes comuns no futebol, de nomes próprios (nome dos jogadores, técnico, juiz e demais personalidades do futebol na Copa).
· Leitura de noticiários diários – textos jornalísticos, revistas, livros; leitura do texto: Jogo de bola (Cecília Meireles).
Campeonatos mundiais colocam em contato gente das mais diversas nacionalidades. O conhecimento de outros idiomas possibilita comunicação com essas pessoas e acesso aos universos culturais dos quais eles fazem parte. Sugestões de atividades:
· Análise das expressões, imagens e gritos de guerra usados por torcedores das diferentes seleções.
· Busca em jornais e sites  de notícias que falem sobre o desempenho do Brasil no maior torneio de futebol do planeta.
· Pesquisa sobre as origens do futebol na Inglaterra, pátria mãe da língua inglesa. · Criação de um site bilíngue falando sobre o futebol brasileiro.
História Lances do passado
No Brasil, o futebol é mais que um esporte.
É uma manifestação cultural - com uma história. Investigar suas raízes e transformações é uma forma de ampliar o olhar sobre ele e imprimir-lhe outros significados. Sugestões de atividades:
· Pesquisa sobre o processo que transformou esse esporte em "paixão nacional" · Identificação das características tipicamente brasileiras que estão sintetizadas no comportamento dos jogadores da nossa seleção · Interpretação de charges que falem sobre a relação entre política e futebol.
· Discussão sobre o patriotismo que surge na época da Copa, questionando por que ele não se mantém vivo em outros momentos.
· História das Copas · Curiosidades sobre a vida das pessoas do país onde ocorre a Copa. (usos e costumes) · Acompanhar a agenda da Copa e os jogos do Brasil bem como seus adversários · Mãos de obra temporária que surge em razão da copa · Retrospectiva das Copas
3. Geografia
O mundo num estádio Muito antes de se começar a falar em globalização, o esporte ignorava fronteiras. Os conhecimentos geográficos facilitam a interpretação dessas diferentes realidades que, a partir de maio, entrarão em campo. Sugestões de atividades:
· Pesquisa sobre aspectos físicos, sociais, econômicos e humanos da África do Sul, o país-sede da Copa, para posterior comparação com os mesmos indicados brasileiros.
· Levantamento dos espaços - públicos e privados - usados para a prática do futebol na cidade de Anápolis.
· Confecção de um mapa com todos os países participantes da Copa, com destaque para o fuso horário de cada um. (o conceito de fuso horário).
· A Copa também da sentido ao mapa-múndi e a muitos nomes, fatos e conhecimentos geográficos e históricos. (quem já tinha ouvido falar na República dos Camarões antes de os "leões africanos" aparecem no cenário futebolístico, no Mundial de 1990); coloca no mesmo campo inimigos políticos (em 1998, os jogadores de Irã e Estados Unidos trocaram flores no gramado).
· Aproveitar a ocasião para explicar a dinâmica do sistema capitalista (a quantidade de marcas de patrocínio estampadas nos estádios e nas roupas dos jogadores nos ajuda a ver que não é só o futebol que está em jogo, mas o comércio de produtos, os atletas estão inseridos num sistema econômico que vê tudo como mercadorias). · Localização no mapa da sede da Copa Ciências Experiências de Campo. Já é tradição a Copa revelar novidades tecnológicas: Estádios ultra modernos, uniformes com fibra especial, dieta para aumentar o rendimento dos atletas, avanços em telecomunicações. Ótimas dicas para as aulas de Ciências. Sugestões de atividades: · Demonstração de como as informações de imagem e som viajam de um ponto a outro do planeta. · Pesquisa sobre os efeitos do doping e comparação com aditivos e suprimentos alimentares usados em academias. · Estudo do funcionamento do corpo dos atletas durante as partidas. O que é adrenalina? Quando ela é liberada? Quais os seus efeitos? Quais os nutrientes necessários para um bom preparo físico? · A saúde: alimentação, prática de esportes, o condicionamento físico, saúde mental, o repouso. · O fumo e o álcool: são incompatíveis com a prática de esportes; ··. Arte Explosão de criatividade Fantasias, bandeirinhas, faixas, cartazes. O Brasil vive um momento de grande criatividade popular. Cabe ao professor estimular a turma a produzir e interpretar as manifestações visuais encontradas nos estádios. Sugestões de atividades:
· Análise das mascotes das Copas, que retratam os países-sedes. Criação de um para representar o Brasil.
· Estudo dos brasões e símbolos das seleções, com origem, influências estéticas, cores e formas utilizadas.
· Pesquisa de obras artísticas sobre o futebol (Cândido Portinari, um dos nossos maiores pintores, retratou um grupo de meninos disputando pelada em sua cidade natal "Futebol em Brodósqui"). · Interpretação de letras de músicas e gritos de guerra cantados pelas torcidas. · Observação da arquitetura dos estádios, relacionando o estilo com o lugar que foram construídos. · A Bandeira Brasileira - As bandeiras dos países que estão sediando a Copa - As bandeiras dos demais países · Música de copas anteriores, músicas que abordam o tema futebol (É Uma Partida de Futebol - Skank), bem como jingles antigos e recentes com o tema futebol.. ANEXOS
4. É Uma Partida De Futebol Skank Composição: Samuel Rosa E Nando Reis Bola na trave não altera o placar Bola na área sem ninguém pra cabecear Bola na rede pra fazer o gol Quem não sonhou em ser um jogador de futebol? A bandeira no estádio é um estandarte A flâmula pendurada na parede do quarto O distintivo na camisa do uniforme Que coisa linda é uma partida de futebol Posso morrer pelo meu time Se ele perder, que dor, imenso crime Posso chorar, se ele não ganhar Mas se ele ganha, não adianta Não há garganta que não pare de berrar A chuteira veste o pé descalço O tapete da realeza é verde Olhando para bola eu vejo o sol Está rolando agora, é uma partida de futebol O meio-campo é lugar dos craques Que vão levando o time todo pro ataque O centroavante, o mais importante Que emocionante, é uma partida de futebol O meu goleiro é um homem de elástico Os dois zagueiros tem a chave do cadeado Os laterais fecham a defesa Mas que beleza é uma partida de futebol Bola na trave não altera o placar Bola na área sem ninguém pra cabecear Bola na rede pra fazer o gol Quem não sonhou em ser um jogador de futebol? O meio-campo é lugar dos craques Que vão levando o time todo pro ataque O centroavante, o mais importante, Que emocionante é uma partida de futebol ! Utêrêrêrê, utêrêrêrê, utêrêrêrê, utêrêrêrê Poema – trava língua Jogo de Bola – Cecília Meireles
5. A bela bola Rola: A bela bola do Raul. Bola amarela, A da Arabela. A do Raul, Azul. Rola a amarela E pula a azul. A bola é mole, É mole e rola. A bola pula. É bela e pula. É bela, rola e pula, É mole, amarela, azul. A de Raul é de Arabela, E a de Arabela é de Raul. Pra Frente Brasil (Copa De 1970) Hinos Composição: Miguel Gustavo Noventa milhões em ação, Pra frente Brasil, Do meu coração... Todos juntos vamos, Pra frente Brasil, Salve a Seleção! De repente É aquela corrente pra frente, Parece que todo o Brasil deu a mão... Todos ligados na mesma emoção... Tudo é um só coração! Todos juntos vamos, Pra frente Brasil! Brasil ! Salve a Seleção!!!
6. As mascotes das Copas do Mundo
 Desde a Copa do Mundo de 1966, cada Copa contou com uma mascote. Este personagem serve para divulgar e representar de forma divertida e até informativa o grande evento de futebol mundial. Geralmente ele representa um ou mais aspectos importantes da cultura do país sede. As mascotes estão em qualquer evento de grande porte, a Copa do Mundo não poderia ser diferente. A Copa do Mundo é um evento visto com bilhões de pessoas e que envolve bilhões de dólares. Você sabe a origem da palavra mascote? Na década de 1860 a palavra provençal "masco" foi utilizada para o que é definido hoje como mascote. As mascotes se tornaram no século XX um poderoso instrumento para impulsionar as vendas de produtos relativas aos eventos e para caracterizá-los. As mascotes das copas 1. Inglaterra - 1966 - Willie, um leão. 2. México -1970 - Juanito, um garoto com sombreiro. 3. Alemanha Ocidental - 1974 - Tip e Tap, dois jovens. 4. Argentina - 1978 - Gauchito, um menino. 5. Espanha 1982- Naranjito, uma laranja 6. México -1986 - Pique, uma pimenta 7. Itália - 1990- Ciao, um boneco 8. EUA de 1994 - Striker, um cachorro 9. França de1998 - Footix, um galo 10. Coréia do Sul e Japão - 2002 Ato, Kaz e Nik, criaturas do futuro 11. Alemanha - 2006 - Goleo VI e Pille, um leão e uma bola falante 12. África do Sul - 2010 - Kazumi, um leopardo. 13. Brasil -2014 –Fuleco, um tatu-bola
7. HISTÓRIA DAS COPAS DO MUNDO
De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol. A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA (Federation International Football Association). A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 16 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet. Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial. Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol. O Brasil sentiria o gosto de erguer a taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia. Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela seleção brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça. Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores (Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet. Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o pais anfitrião: a França. Em 2002, na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrouse Penta campeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 a 0. Em 2006, foi realizada a Copa do Mundo da Alemanha. A competição retornou para os gramados da Europa. O evento foi muito disputado e repleto de emoções, como sempre foi. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar, na final, a França pelo placar de 5 a 3 nos pênaltis. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 1 a 1. Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo será realizada no continente africano. A África do Sul será a sede do evento. Em 2014, a Copa do Mundo será realizada no Brasil. O evento retornará ao território brasileiro após 64 anos, pois foi em 1950 que ocorreu a última copa no Brasil. Curiosidades sobre a História da Copa do Mundo de Futebol O recorde de gols em Copas é do francês Fontaine com 13 gols; O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo; O Brasil é o país com mais títulos conquistados: total de cinco; Alemanha e Itália foram três vezes campeãs, seguidas das bi-campeãs Argentina e Uruguai. Inglaterra e França possuem apenas um título cada; A Copa do Mundo é o segundo maior evento esportivo do planeta; As Copas do Mundo da França (1998) e Japão / Coréia do Sul (2002) foram às únicas que tiveram a participação de 32 seleções. A Copa do Mundo da Alemanha 2006 teve o mesmo número de seleções participantes. Os campeões de todos os tempos- Uruguai (1930) / Itália (1934) / Itália (1938) / Uruguai (1950) / Alemanha (1954) / Brasil (1958) / Brasil(1962) / Inglaterra (1968) / Brasil (1970) / Alemanha (1974) / Argentina (1978) / Itália (1982) / Argentina(1986) / Alemanha (1990) / Brasil (1994) / França (1998) / Brasil (2002), Itália (2006). Espanha (2010) História do Futebol - O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente. Origem do futebol Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de esporte desde os tempos antigos. O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários
8. cantos do mundo começam a praticar o futebol. Origens do futebol na China Antiga Na China Antiga, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam um jogo que na verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças dos inimigos foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas com cabelo. Formavam-se duas equipes com oito jogadores e o objetivo era passar a bola de pé em pé sem deixar cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas fincadas no campo. Estas estacas eram ligadas por um fio de cera. Origens do futebol no Japão Antigo No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (8 para cada equipe). Historiadores do futebol encontraram relatos que confirmam o acontecimento de jogos entre equipes chinesas e japonesas na antiguidade. Origens do futebol na Grécia e Roma Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo, soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores cada e jogavam num terreno de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os jogadores, também militares, usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as partidas, em Esparta, eram bem grandes, pois as equipes eram formadas por quinze jogadores. Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura grega e acabaram assimilando o Episkiros, porém o jogo tomou uma conotação muito mais violenta. O futebol na Idade Média Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora usava-se muito a violência. O Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que dividiam-se em duas equipes : atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time: corredores, dianteiros, sacadores e guarda-redes. Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del calcio. Era praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos extremos da praça. A violência era muito comum, pois os participantes levavam para campo seus problemas causados, principalmente por questões sociais típicas da época medieval. O barulho, a desorganização e a violência eram tão grandes que o rei Eduardo II teve que decretar uma lei proibindo a prática do jogo, condenando a prisão os praticantes. Porém, o jogo não terminou, pois integrantes da nobreza criaram um nova versão dele com regras que não permitiam a violência. Nesta nova versão, cerca de doze juízes deveriam fazer cumprir as regras do jogo. O futebol chega à Inglaterra – Pesquisadores concluíram que o gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado. O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi estabelecido o pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi estabelecida a regra do impedimento. O profissionalismo no futebol foi iniciado somente em 1885 e no ano seguinte seria criada, na Inglaterra, a International Board, entidade cujo objetivo principal era estabelecer e mudar as regras do futebol quando necessário. No ano de 1897, uma equipe de futebol inglesa chamada Corinthians fez uma excursão fora da Europa, contribuindo para difundir o futebol em diversas partes do mundo. Em 1888, foi fundada a Football League com o objetivo de organizar torneios e campeonatos internacionais. No ano de 1904, foi criada a FIFA (Federação Internacional de Futebol Association) que organiza até hoje o futebol em todo mundo. História do Futebol no Brasil - Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras. Podemos considerar Charles Miller como sendo o precursor do futebol no Brasil. O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY. O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC, fundado em 13 de maio de 1888. No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada à participação de negros em times de futebol. Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, sendo que a seleção brasileira perdeu o título, em pleno Maracanã, para a seleção Uruguaia (Uruguai 2 x Brasil 1). Em 2014, a Copa do Mundo de Futebol será realizada novamente no Brasil. Você sabia? - Comemora-se em 19 de julho o Dia do Futebol. O inglês Charles Miller : pai do futebol no Brasil.