terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental

 Prof. Reuven Feuerstein.

 
O PEI é um programa de intervenção multidimensional que compreende uma fundamentação teórica, um repertório rico de instrumentos práticos e um conjunto de ferramentas analítico-didáticas, focalizando em cada um dos três componentes de uma interação: o aprendiz, o estímulo e o mediador, com o objetivo de aumentar a eficiência do processo de aprendizagem.


O PEI se fundamenta na Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e na Experiência de Aprendizagem Mediada de Reuven Feuerstein que nos oferece uma visão dinâmica das capacidades cognitivas do ser humano, esclarecendo como os processos de aprendizagem ocorrem e como é possível, através de uma mediação adequada, expandir o potencial para aprender aumentando a eficiência do funcionamento intelectual dos indivíduos.


PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental do Prof. Reuven Feuerstein
 
O programa completo é composto de 14 instrumentos (14 conjuntos de tarefas de diversos conteúdos e modalidades, contendo 20 a 30 páginas cada). Seu crescente nível de complexidade favorece a construção sistemática e estrutural de funções cognitivas e operações mentais necessárias à aprendizagem.


O PEI pode ser utilizado em grupo ou individualmente em crianças na idade escolar e em adultos de vários níveis de funcionamento. O programa está traduzido em 12 línguas e é utilizado em diversos países.
A formação completa para interessados na utilização do programa tem duração de 210 horas/aula, divididas em 3 módulos de 70 horas cada.


O PEI pode ser aplicado em diferentes áreas:
Área educacional - para alunos do ensino regular, de sala de recursos, superdotados e na educação de adultos.
Área clínica – com todos os indivíduos a partir de 8 anos que necessitem de uma abordagem cognitiva para superar suas dificuldades de aprendizagem e/ou de comportamento
Área empresarial – em programas de treinamento das habilidades de pensamento e de aprendizagem e na promoção da produtividade.
Área institucional e social – como uma ferramenta adicional para ajudar indivíduos que necessitam socializar-se, praticar atividades intelectuais, recuperar a auto-estima e melhorar suas capacidades cognitivas.

Objetivos do PEI
O objetivo central do PEI é a produção de modificações nas estruturas cognitivas dos indivíduos, expandindo o potencial de aprendizagem, aumentando a eficiência mental e melhorando a qualidade do desempenho intelectual.
Para ajudar a promover este objetivo central, seis sub-objetivos foram formulados: 
 Correção da funções cognitivas deficientes
 Aquisição de vocabulário, rótulos diferenciados e conceitos 
relevantes às tarefas do PEI assim como para a resolução 
de problemas em geral
 Suscitação da motivação intrínsica através da formação de 
hábitos
 Criação do insight e pensamento reflexivo
 Criação da motivação intrínsica pela tarefa
 Mudança de um papel passivo e reprodutor para um papel 
ativo e gerador de novas informações

Instrumentos do PEI
Nível 1........................................
  • Organização de Pontos
  • Orientação Espacial I
  • Comparações
  • Percepção Analítica
Nível 2........................................
  • Classificações
  • Orientação Espacial II
  • Ilustrações
  • Relações Familiares
  • Relações Temporais

Nível 3 ......................................
  • Progressões Numéricas
  • Instruções
  • Silogismos
  • Relações Transitivas
  • Desenho de Padrões
decora

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

GRÊMIO ESTUDANTIL DE NOSSA ESCOLA





PARA ELEIÇÕES 2013.


 CHAPA 1
APAIXONADOS PELA ESCOLA.

LUCAS - PRESIDENTE
JÚNIOR - VICE PRESIDENTE
WENDELL - SECRETÁRIO
EROS - SEGUNDO SECRETÁRIO
GABRIEL -  SEGUNDO SECRETÁRIO
RODRIGO - SUPLENTE
PAULO -  SUPLENTE


Grêmio estudantil apresentação inicial 

  O principal objetivo do Grêmio é contribuir para ampliar a participação do estudante nas atividades de sua escola. Princípios da ação gremista: Envolve tanto os DIREITOS do cidadão na sociedade, como os DEVERES deste cidadão para com essa sociedade. É TOMAR parte, TER parte, FAZER parte, SER parte de alguma coisa. É o direito de afirmar valores. Não significa independência, significa INTER DEPENDENCIA CIDADANIA PARTICIPAÇÃO AUTONOMIA Com o Grêmio os ESTUDANTES GANHAM, a ESCOLA GANHA, pois: Desenvolve o senso crítico e participativo; Promove o engajamento dos alunos nas atividades da escola; Favorece a aprendizagem de processos administrativos inerentes a uma organização social e habilidades relacionais.                                                                  O Grêmio é uma organização que representa os interesses dos estudantes na escola; Espaço de aprendizagem de cidadania, convivência e responsabilidades.             
GRÊMIO: O que é? Para que serve?          
  Sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: 
Inciso II: participação da comunidade escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes;             
 “ Tudo que a gente puder fazer no sentido de convocar os que vivem em torno da escola, e dentro da escola, no sentido de participarem, de tomarem um pouco o destino da escola na mão, também. Tudo o que a gente puder fazer nesse sentido é pouco ainda, considerando o trabalho imenso que se põe diante de nós que é o de assumir esse país democraticamente.” Paulo Freire.



 CHAPA II
A TURMA DO BARULHO.

DANIELLE - PRESIDENTE
BEATRIZ - VICE PRESIDENTE
FERNANDA - SECRETÁRIA
ESTELA - SEGUNDA SEGRETÁRIA
MARIA THEREZA - SEGUNDA SEGRETÁRIA
ELIANE- SUPLENTE
AMANDA - SUPLENTE


 

ANIVERSÁRIO LÍVIA E LAURA.







FILME COLEGAS... POR ATORES DOWN

CINEMA


Filme "Colegas" é primeiro longa protagonizado por atores Down.

Produção venceu o prêmio de melhor roteiro do Festival de Paulínia de 2008 e também recebeu o Kikito de Melhor Longa Brasileiro no Festival de Gramado, em 2012

Foto: Divulgação

"As pessoas precisam se informar mais para combater o preconceito", disse Ariel Goldenberg, um dos protagonistas de "Colegas"


Inspirados pelo filme "Thelma & Louise" (1991), três jovens Down (Ariel Goldenberg, Rita Pokk e Breno Viola) apaixonados por cinema vão em busca de seus sonhos e fogem com o carro do jardineiro (Lima Duarte) da instituição em que vivem. O desenrolar da história você poderá conferir no road movie "Colegas", dirigido por Marcelo Galvão. 

Em entrevista ao EDUCAR PARA CRESCER, o cineasta carioca disse que resolveu escrever um roteiro para ser protagonizado por atores Down porque na infância convivia com um tio Down. "Sempre fui apaixonado pelo jeito como ele enxergava o mundo. A pureza, o carinho e amor que ele transmitia a todos que o cercavam, sempre de forma bem humorada, era algo que quis passar adiante", contou.

Ao colocar jovens Down como protagonistas, o filme lança luz à questão da Síndrome de Down, mas não há preocupação em discorrer sobre a importância da inclusão, pelo contrário, ele simplesmente inclui. Galvão quer fazer com que o público, ao assistir o filme, embarque em uma aventura, esquecendo que os atores principais têm síndrome de Down. "Se isso acontecer, estaremos realmente dando um grande passo para a inclusão social", espera.

Sobre o trabalho com os atores Breno Viola, Ariel Goldemberg e Rita Pokk, o diretor elogiou a desenvoltura, capacidade de concentração, dedicação e, sobretudo, a noção de responsabilidade e comprometimento deles com todos da equipe do filme.

Depois de seis anos o projeto foi finalizado, mas encontrou dificuldades para ser lançado no circuito comercial. Galvão comentou que o preconceito atrapalhou a captação de patrocínio. Ao apresentar o projeto para empresas, elas respondiam não ter interesse em associar a marca a um filme com pessoas com síndrome de Down. Para ele, isso mostra que a teoria ainda está distante da prática, já que geralmente "o discurso corporativo atual valoriza temas como responsabilidade e inclusão social", desabafa.

O filme levou o Kikito de Melhor Longa-metragem Brasileiro no Festival de Gramado 2012, além de ser premiado também com o Kikito de Melhor Direção de Arte e com um prêmio especial concedido pelo júri a cada um dos três protagonistas. Felizmente, o filme já tem data de estreia: 01 de março de 2013, distribuído pela Europa Filmes.

O EDUCAR PARA CRESCER conversou com Ariel Goldemberg, ator que dá vida a Stalone, garoto que sonha em ver o mar. Confira:

ATUALIZAÇÃO: Ariel Goldemberg é muito fã do Sean Penn e seu sonho é que o ator americano venha assistir a estreia de seu filme, no dia 1º de março. Se você, como nós, quer apoiar o sonho do Ariel, assista ao vídeo e compartilhe nas redes sociais.

Dia Internacional de Asperger: 18 de fevereiro


Por Renata Costa de Sá Bonotto para o site do Instituto Autismo & Vida:


“Estamos convencidos, então, que pessoas autistas têm seu lugar no organismo da comunidade social. Elas desempenham bem seu papel, talvez melhor que qualquer outra pessoa poderia, e estamos falando de pessoas que quando crianças tinham muitas dificuldades e causaram incontáveis preocupações aos seus cuidadores.”
(Hans Asperger 18/02/1906 –21/10/1980)

Comemora-se em 18 de fevereiro, data do nascimento do pediatra austríaco Hans Asperger, o Dia Internacional de Asperger. A partir do estudo de 4 meninos, Hans Asperger identificou e descreveu um padrão de comportamento e habilidades que nomeou“psicopatologia autista”. Segundo ele, a condição incluía os seguintes traços: falta de empatia, pouca habilidade para fazer amigos, conversação unilateral, absorção intensa em um interesse especial e movimentos desajeitados. Devido à grande habilidade que essas crianças demonstravam em discorrer detalhadamente sobre seu interesse preferido, Asperger veio a se referir a elas como “pequenos professores”. Conta-se ainda que ele próprio quando criança, distante e solitário, com dificuldade de fazer amigos e hábil no uso das palavras, exibia as características que vieram a se caracterizar como Síndrome de Asperger anos mais tarde.

Hans Asperger
O primeiro trabalho de Hans Asperger sobre autismo foi publicado em alemão em 1944, um ano depois que Leo Kanner publicou o seu trabalho seminal sobre autismo infantil nos E.U.A. em 1943. A descrição de Hans Asperger se assemelhava bastante ao trabalho do neurologista russo Grunya Sukhareva, já publicado em 1926. 
A visão positiva de Hans Asperger sobre autismo (forma de alto funcionamento) difere grandemente daquela apresentada por Leo Kanner. Muitas das crianças que Hans Asperger identificou como autistas se tornaram adultos talentosos e com excelentes carreiras.

O termo de“Síndrome de Asperger” foi primeiramente usado em um artigo da pesquisadora britânica Lorna Wing em 1981, que apresentou o modelo de autismo de Hans Asperger em oposição ao modelo difundido de Leo Kanner. O trabalho de Hans Asperger começou a ser traduzido do Alemão para o inglês em 1989 e recebeu maior atenção a partir da década de 90. Atualmente, é um diagnóstico amplamente reconhecido. Pesquisadores e pessoas com Síndrome de Asperger têm advogado uma mudança de postura em relação à condição, de modo que seja identificada como diferença em vez de deficiência que deva ser curada.
 Fonte: http://www.autismoevida.org.br/2012/02/dia-internacional-de-asperger-18-de.html

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SINDROME DE ANGELMAN DIA INTERNACIONAL



Síndrome de Angelman
 
Relatada pela primeira vez em 1965 pelo neurologista britânico, Dr. Harry Angelman , é um distúrbio neurológico causando Retardo Mental, alterações de comportamento e características físicas próprias.
Por ser uma doença rara e pouco divulgada, esta doença genética compromete substancialmente o diagnóstico por parte dos profissionais da saúde infantil e mesmo da neuro-psiquiatria.
Diagnóstico
É feito, geralmente a partir do primeiro ano de vida por um pediatra, geneticista clínico ou pelo neurologista que se baseiam na história do desenvolvimento motor, desenvolvimento da fala, em relatos de movimentos atípicos incluindo tremores, flapping das mãos, andar desequilibrado com as pernas rígidas, abertas e os braços afastados do corpo na tentativa de melhorar o equilíbrio.
O paciente com esta síndrome tem um comportamento alegre, caracterizado com riso fácil e freqüente, se comunicando com dificuldade em conseqüência da diminuição de sua capacidade de expressão oral.

Sintomas:

Problemas alimentares.
Atraso em aprender a engatinhar, a sentar e a andar.
Dificuldade ou ausência de fala.
Dificuldade de aprendizado.
Epilepsia.
Eletroencefalograma anormal.
Movimentos anormais.
Natureza afetuosa, alegre e com sorriso freqüente.
Transtornos no sono.
Andar desequilibrado com as pernas abertas e rígidas.
Tamanho da cabeça menor do que o normal, freqüentemente com achatamento posterior.
Traços faciais característicos (boca grande, queixo proeminente, dentes espaçados, bochechas acentuadas, lábio superior fino, olhos fundos, tendência a deixar a língua entre os dentes).
Tem os cabelos finos, claros e a pele também bastante clara, normalmente são confundidos com os albinos.
Redução da pigmentação ocular (normalmente tem olhos claros).
Estrabismo.
Desvio de coluna.

Tratamento:

Não há cura para a Síndrome de Angelman, mas, há alguns tratamentos para os seus sintomas. A epilepsia pode ser controlada através do uso de medicação, a fisioterapia é uma aliada importante para estimular as articulações prevenindo sua rigidez. Terapia ocupacional ajuda a melhorar a motricidade fina e controlar a conduta motoro-bucal. Terapias de comunicação e fonaudiologia também são essenciais para se trabalhar a fala. A hidroterapia e musicoterapia também são muito utilizados na melhoria dos sintomas desta síndrome. Modificação da conduta tanto em casa, quanto no colégio, podem permitir que a criança possa desenvolver, ela mesma, a capacidade de realizar a maioria das tarefas relacionadas com o comer, o vestir e realizar inclusive atividades de casa, neste caso a ajuda, compreensão e paciência dos familiares é essencial para essa conduta.

Bibliografia
BALLONE, G. J.Síndrome de Angelman in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://gballone.sites.uol.com.br/infantil/dm3.html> revisado em 2003. Acessado em 10 de novembro de 2005.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Transtornos do desenvolvimento psicológico.in Classificação dos transtornos mentais e de comportamento da CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas. 1993:227-53
PENNER, K.A., et al. Communication, cognition, and social interaction in the Angelman Syndrome. Am. J. Med. Genet. 46:34- 9, 1993
CAMARGOS W. J; Aguiar, M; Leão, L. Síndrome de Angelman; 1994.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

FATIMA... É O DIA DA ZELADORA!


OBRIGADA FÁTIMA!

HOJE VIEMOS TE AGRADER
AGRADECER PELO SEU SORRISO
AGRADECER A SUA AMIZADE
AGRADECER O AMOR E A DEDICAÇÃO
AQUELA QUE VOCÊ DEIXA TRANSPARECER
ATRAVÉS DE SEU SORRISO.
AGRADECEMOS A DEUS
POR TER COLOCADO VOCÊ
EM NOSSAS VIDAS!
PARABÉNS FATIMA!
AMAMOS VOCÊ!
PARABÉNS PELO SEU DIA!




Autismo e tecnologia


Autismo - Atividades Pedagógicas.wmv


Adaptação de Material Didático para Autistas - Parte #4/5


Adaptação de Material Didático para Autistas - Parte #3/5


Adaptação de Material Didático para Autistas - Parte #5/5


Adaptação de Material Didático para Autistas - Parte #2/5


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

COMO ENSINAR CRIANÇAS AUTISTAS.

Muitas técnicas de educação geral, não são eficazes quando se tem de aprender a ensinar crianças autistas. Quer você esteja ensinando seu filho em casa ou trabalhando em um programa de educação individualizada, como parte de um projeto escolar público ou privado, crianças autistas requerem considerações especiais.
As pessoas têm basicamente três estilos de aprendizagem. Na visual, os alunos aprendem através da leitura ou ao assistir a demonstração de uma habilidade. Na auditiva, os alunos aprendem melhor a partir de palestras, instruções faladas, ou até mesmo música. Um aluno sinestésico verifica que movimentar-se o ajuda, e que aprende mais rápido, por exemplo, se imita uma ação demonstrada em vez de apenas observá-la. 

A maioria das pessoas utiliza dois ou três destes estilos de aprendizagem. Uma determinada pessoa poderá, por exemplo, aprender melhor visualmente, mas ainda pode aprender eficazmente em aulas de forma auditiva ou sinestésica. Autistas, no entanto, muitas vezes focalizam apenas um desses métodos, em certos casos, com a completa exclusão dos outros dois. Uma criança autista pode ficar nervosa e vagando pela sala de aula durante uma palestra, porque ela não entende que a palestra é a lição. É importante não apenas identificar os comportamentos, mas entender as causas deles e empregar técnicas de ensino bem-sucedidas.

Houve um tempo em que se acreditava que muitas crianças autistas simplesmente não poderiam aprender. Hoje pesquisas sobre o autismo, que ganharam respeito, e a experiência escolar revelaram claramente que o ensino de crianças autistas requer alguma modificação na técnica, e que estes alunos podem não só aprender, mas normalmente podem aprender em uma classe regular – bastando em alguns casos ser um ambiente adequado para a aprendizagem de crianças autistas. Para obter mais informações sobre como educar alunos com necessidades especiais em classes regulares, veja How To Understand Special Education Inclusion. (como compreender a educação especial de inclusão). 

Aqui estão algumas dicas sobre o ensino de crianças autistas. Nenhuma dessas regras é fixa, já que cada criança autista responde ao ambiente de maneira diferente. Isso irá requerer experimentos e observação cuidadosos para ver qual será mais eficaz.Determine qual estilo de aprendizagem melhor se adapta à criança autista, e enfatize esse método de aprendizagem e comunicação. Tomando o exemplo da criança que está ignorando a palestra, se ela for um aluno visual, você pode mostrar-lhe a cadeira, ou a imagem de uma cadeira, para ajudá-lo a compreender que é hora de se sentar. Se ele for um aluno sinestésico, você pode sentá-lo na cadeira com uma leve pressão sobre seus ombros.
 
É comum que uma criança autista seja incapaz de processar múltiplas entradas sensoriais ao mesmo tempo. Por exemplo, pode ser impossível para ela processar tanto a visual quanto a auditiva simultaneamente. Neste caso, separe o ensino em "canais" e focalize apenas um sentido de cada vez.

Se a criança tem sensibilidade visual, as luzes fluorescentes ou CRT do computador podem parecer similares a cintilação de luzes estroboscópicas. Use iluminação incandescente, ou natural a partir de uma janela, e laptops ou computador de tela plana.

Se a criança tem sensibilidade auditiva, uma campainha escolar, o sistema de som, ou mesmo a voz do professor poderão parecer uma buzina. Abaixar a campainha ou o sistema de som, deixando-os ainda audíveis, pode ajudar o aluno a permanecer focado. O professor poderá ter de falar mais baixo, especialmente ao abordar diretamente o aluno. Pode ser possível dessensibilizar o aluno a um ruído específico, tal como um alarme de incêndio, dando-lhe uma gravação do barulho para que ele possa tocar a sua vontade. É importante que a criança mantenha o controle do ruído quando for tocado, para permitir que a dessensibilização tenha lugar.

Autistas frequentemente têm problemas em generalizar, o que pode afetar a maneira de eles aprenderem habilidades. Ao ensinar uma criança a olhar para os dois lados antes de atravessar uma rua, pode ser necessário mostrar isso a ela em vários locais. Senão, ela pode pensar que precisa apenas fazer aquilo naquela área particular.

Esta falta de generalização pode estender-se aos objetos também. Por exemplo, Hilde de Clereq, da Bélgica, teve um caso de um menino que usava o banheiro em casa, mas não conseguia usar em outro local. Eventualmente ele percebeu que na casa dele havia um assento preto e o menino não podia conectar o conceito de "toilet" nos lugares que tinham assento branco. Eles conseguiram ensinar-lhe a generalizar, colocando fita adesiva preta sobre o assento da escola, e em seguida, eliminando os pedaços de fita ao longo do tempo. Eventualmente, ele foi capaz de generalizar "toilet" para incluir lugares brancos também.

Crianças autistas poderão fixar algo de que gostam, como trens. Incorpore estas memorizações nas suas aulas, acrescentando histórias de comboios, problemas matemáticos envolvendo trens, e assim por diante. Isso dará motivação para aprender.É comum que um autista tenha problemas em conectar dois eventos, mesmo se estão muito próximos entre si. Por exemplo, se for ensinar leitura com cartões flash, use cartões tanto com a palavra escrita, quanto a imagem do objeto do mesmo lado do cartão. Se eles estão em lados diferentes, a criança pode não entender que representam a mesma idéia.
Essas dicas apenas tocam a superfície do ensino à crianças autistas. Se a criança está sendo ensinada em casa, ou numa sala de aula, é imperativo que você trabalhe com um especialista treinado no ensino de crianças autistas. O especialista deve ser incluído na preparação do plano de educação da criança. Depois que boas técnicas de ensino foram descobertas, crianças autistas têm ido para a faculdade e cursos de graduação. Como pai de um autista, tenha tempo para saber se o aprendizado de seu filho representa as melhores perspectivas para a futura educação dele.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Therasuit traz esperança

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    Therasuit traz esperança

Maringá conta com um novo método que vai ajudar no tratamento de pessoas com deficiência.
O Therasuit é um método que consiste em um programa intensivo e individualizado visando o ganho de força, o aumento da resistência, do controle e da coordenação muscular e que ajuda a melhorar as atividades funcionais como engatinhar, sentar e andar.
O Therasuit é feito em quatro etapas que envolvem desde exercícios intensivos até o relaxamento.

"Na primeira etapa, são realizados exercícios onde o paciente é colocado em uma espécie de ‘gaiola’ para fazer movimentos enquanto seu corpo é segurado por um sistema de cordas e roldanas."
Na segunda etapa, o paciente passa para o módulo de exercícios, onde seu corpo fica suspenso por elásticos dentro da mesma ‘gaiola’. Na terceira, o paciente coloca a roupa que é uma órtese composta por uma touca, um colete, um short, uma joelheira e um tênis, todos esses componentes estão ligados por um sistema de cordas elásticas.
E por último o paciente realiza hidroterapia para relaxamento muscular, explica a fisioterapeuta Juliana Barbosa, responsável pela aplicação do método na Clínica de Fisioterapia do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), pioneira nesse tipo de tratamento no Paraná.
Ledyanne Casitas de Matos descobriu o Therasuit durante uma pesquisa online e foi buscar referências com profissionais de Curitiba, que indicaram uma clínica paulista que já trabalhava com o método. Então, ela levou sua filha de quatro anos, que desde pequena apresenta um atraso motor, para fazer o tratamento, e durante sua realização ficou sabendo que o tratamento é disponibilizado na Clínica de Fisioterapia do Cesumar.
"Apesar de termos acesso a esse tratamento em São Paulo, é muito mais confortável não termos que sair de casa para proporcionar o melhor a ela".

No começo apenas crianças tinham acesso ao tratamento, hoje a clínica já disponibiliza três tamanhos de roupas (para  crianças, adolescentes e adultos). O tratamento é gratuito. A fisioterapeuta diz o que acontece quando o Therasuit é aplicado.
"Com a colocação dos elásticos o corpo inteiro tem seu peso distribuído e isso faz com que o centro gravitacional seja alterado, readequando o tônus muscular e, como consequência, adquirindo uma postura mais relaxada e perpendicular, com alinhamento correto das extremidades superior e inferior, o que é notado de imediato".
Divulgação
A ‘gaiola’ e as cordas elásticas ajudam a alongar a musculatura
De acordo com Juliana, o tratamento dura de três a quatro semanas, é feito todos os dias com descanso nos finais de semana, e no Cesumar é repetido a cada quatro meses.

"Segundo estudos, a terapia não pode durar mais que quatro semanas para não fadigar demais a musculatura, e durante esse intervalo é importante que o paciente continue fazendo a fisioterapia convencional", afirma ela.

O Therasuit é indicado no tratamento de várias doenças. "Crianças e adultos que tem sequela de paralisia cerebral, atraso no desenvolvimento, espasticidade, pós-AVE (Acidente Vascular Encefálico), ataxia (perda de coordenação dos movimentos musculares voluntários), síndrome de Down, hipotonia (diminuição do tônus muscular), atetose (síndrome caracterizada por movimentos involuntários, lentos e ondulatórios nas mãos) e traumatismo craniano, entre outras doenças podem realizar o tratamento", explica Juliana.

O tratamento pode trazer diversos benefícios como estabilização externa, alinhamento do corpo mais próximo do normal, aumento do equilíbrio e coordenação, estimulação tátil, reaprendizagem do sistema nervoso, entre outros.

A fisioterapeuta ressalta que apesar de ter diversos benefícios o tratamento é contraindicado para quem tem alergia a látex, já que a roupa é feita de borracha; problemas respiratórios graves; escoliose grave; subluxação grave de quadril; epilepsia - estressam os músculos, e ainda existem casos que devem ser avaliados como, por exemplo, pessoas que usam sonda gástrica.
Maria José Teodoro, mãe de uma menina de quatro anos com sequela de paralisia cerebral que faz o Therasuit pela Clínica de Fisioterapia do Cesumar, mostra que apesar dela fazer fisioterapia desde pequena não teve avanços significativos como com o uso do método.

"Em apenas três semanas minha filha ganhou massa muscular; consegue abrir a mão para pegar alguns objetos; quando é colocada de bruços no chão se movimenta até onde deseja; durante a execução do método, com o estímulo da fisioterapeuta, faz o movimento desejado, diferente da fisioterapia convencional que os exercícios são feitos pelos próprios profissionais; sua respiração melhorou; diminuíram os espasmos que antes aconteciam com frequência; consegue controlar melhor o pescoço e a cabeça; e isso nos deixa muito feliz, são pequenos ganhos que para nós se tornam enormes", relata.

Segundo Juliana, ‘é importante deixar claro que a roupa utilizada no Therasuit não faz milagre, é uma órtese utilizada no tratamento, ou seja, ela não faz o paciente andar, apenas ‘imita’ a musculatura, e o tratamento têm dado certo porque é intensivo’.

Simone Queiroz, mãe de um menino de sete anos que sofreu uma anoxia (falta de oxigênio) quando tinha dois anos devido a demora para socorrê-lo depois de cair na piscina, fala da esperança ao iniciar o Therasuit há pouco tempo. "Espero que ele tenha sustentação de tronco, de cabeça, melhore a coordenação e aprenda a se situar no espaço".

A fisioterapeuta Juliana finaliza dizendo que o tratamento é surpreendente.

fonte:  http://www.odiario.com/saude/noticia/512295/therasuit-traz-esperanca/


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

PROJETO OS 3 PORQUINHOS



HISTÓRIA OS 3 PORQUINHOS

 A história que vamos ler é a dos três porquinhos e o Lobo e, como aqui vamos ver, só um deles não é bobo, pois os outros dois quase perdem a vida, criando juízo depois que a fera foi vencida.
Era uma vez três porquinhos. Cícero, Heitor e Prático. Um dia decidiram construir três casas. Cada um ia fazer a sua, para esconder-se do lobo, que era muito mau e gostava de comer porquinhos. Cícero encontrou logo tudo que precisava:
- Eis aqui uma porção de bambus, cola e barbante. Com isto, vou construir uma casa muito boa!
Heitor logo falou:
- Um sopro do lobo chega para derrubar sua casa.
- Nada disso! Você está brincando? Minha casa vai ser muito forte!
E num instante o porquinho Cícero estava com a casa pronta. Todo contente pôs-se a cantar:
"A minha casa eu fiz, sozinho e terminei, pra morar nela feliz, feliz tal qual um rei!"
Os outros dois porquinhos continuaram caminhando pela estrada. Pretendiam fazer casas melhores que a do Cícero, por isso procuravam material mais forte que bambu.
Logo adiante Heitor falou:
- Ei, irmãozinho! Por que não paramos aqui? Veja que tábuas ótimas! O lobo não poderá derrubar uma casa feita com elas.
- Ora, com dois sopros o lobo derruba uma casa de tábuas! - respondeu Prático. - Mas se você quer, fique aqui para construí-la. Eu vou procurar coisa melhor.
- Vou fazer uma casa à prova de lobo, você vai ver! - disse Heitor que já estava cansado de tanto andar e achou melhor começar o trabalho. Não levou mais que um dia para fazer a casa.
Quando estava pronta ele cantou:
"A minha casa eu fiz, sozinho e terminei, pra morar nela feliz, mais feliz do que um rei!"
Prático não tinha preguiça. Trabalhou quatro dias sem parar, para construir sua casinha. Mas, quando terminou o serviço, a casa era sólida, feita de tijolos e cimento. Tinha até janela, porta com cadeado e lareira com chaminé!
Os três irmãos ficaram morando cada um na sua casinha.
Um dia o lobo passou ali por perto e sentiu cheiro de porquinho, que era sua comida predileta.
- Hum! Que cheiro bom de porquinho! Até me dá água na boca! Vem daquela casinha de bambu... Vou dar uma olhada.
- O lobo! - gritou Cícero assustado, ao vê-lo.
Oh, um porquinho! - exclamou o lobo lambendo os beiços. - Que está fazendo aí dentro de casa? Venha dar um passeio comigo!
- Eu não! - respondeu o porquinho. - Você está querendo me comer.
Não vou nessa conversa. Não sou nenhum bobo.
- Se não vai por bem, vai por mal - ameaçou o lobo. - Vou soprar sua casinha e com um único sopro ela voará pelos ares!
- Isso é o que você pensa! - respondeu o porquinho. - Minha casa é muito forte!
- Depois não diga que não avisei - continuou o lobo.
- Lá vai: um . . . dois . . . três!
O lobo soprou e com o primeiro bufo já derrubou a casinha. Os bambus voaram pelos ares e Cícero saiu voando também.
Que aperto! Com o lobo nos calcanhares, Cícero tratou de correr para a casa de Heitor, gritando:
- Depressa, abra a porta! O lobo está atras de mim!
- Entre, entre! - disse Heitor. - Aqui estaremos a salvo.
Ao chegar perto da casa de Heitor, o lobo fingiu de bonzinho e falou:
- Estou triste e sozinho, deixem-me entrar!
Os porquinhos responderam:
- Não somos bobos! Você quer nos comer. Não vamos abrir a porta nunca.
- Não? Pois já lhes mostro o que vai acontecer - respondeu o lobo.
- Prestem atenção: um . . . dois . . . três . . .!
o lobo soprou e no segundo bufo já a casa de tábuas estava voando pelos ares. Mais que depressa os dois porquinhos se agarraram ao madeirame do telhado. Cícero e Heitor voaram junto com a casa.
A sorte dos dois foi que caíram perto da casa de Prático. Assim que se viram no chão, trataram de correr para lá em disparada.
- Depressa, Prático, abra a porta! O lobo, com dois bufos, mandou minha casa de tábuas pelos ares!
Cícero falou também:
- Depressa, Prático, abra a porta! O lobo, com um bufo, desmanchou minha casinha de bambu!
O Prático abriu a porta e os dois entraram correndo.
Eu bem que avisei, disse Prático. - Suas casinhas eram muito fracas para resistir ao lobo. Eu trabalhei bastante, mas minha casa de tijolo e cimento é forte. Nem com dez bufos o lobo consegue derrubá-la.
- Vamos trancar a porta com o cadeado! - disse o Gorducho.
- E vamos fechar as janelas, depressa!
O lobo já ia chegando. Descera a colina correndo tanto que estava sem fôlego. Parou diante da casa de Prático e ficou admirado de ver como o porquinho tinha conseguido fazer uma casa tão sólida.
- Não vai ser fácil derrubá-la, ainda mais que estou cansado de tanto correr . . . Acho melhor arranjar um jeito de enganar esses três bobinhos.
- Porquinhos, deixem-me entrar, só quero cumprimentar!
- Lobo velho disfarçado, você gosta de assado. Não insista vai embora, estamos dentro, você fora.
- Ora, deixem de conversa! Vocês vão ou não abrir essa porta?
- De jeito nenhum, desista!
- Estou perdendo a paciência porquinhos!
- Azar o seu! Não temos nada com isso!
O lobo furioso:
Que falta de respeito! Afinal, sou mais velho que vocês e além disso, sou lobo e vocês são porquinhos! Vocês tem que me obedecer! Pela última vez, abram essa porta!
- Não, não e não!
Então lá vai:
- Um . . . dois . . . três . . .
O lobo soprou com toda força que tinha. Estava com tanta raiva, que seu sopro foi ainda mais forte. Mas a casa de tijolos, nem se abalou.
O lobo soprou de novo e tornou a soprar . . . Cada vez ficava com mais raiva e soprava mais forte. Mas não adiantava nada: a casa não caía.
- Não falei que minha casa era sólida? Pode bufar quanto quiser . . . a casa vai resistir até você não aguentar mais!
O lobo viu que o porquinho tinha razão. Já estava completamente sem folego e a casa não caía. Tratou então de passar a conversa nos três:
- Porquinhos, sabem o que eu encontrei? Aqui bem perto há uma macieira carregada. Que tal se dividirmos as maçãs?
- Ótimo! Aceitamos!
- Pois bem. - Vamos marcar um encontro, amanhã pela manhã.
- Combinado - disseram os três porquinhos.
Na manhã seguinte, o lobo chegou à macieira e não viu os porquinhos. Daí a pouco uma voz chamou:
- Lobo mau, estamos aqui em cima da macieira!
- Desçam já daí - gritou o lobo.
- Por que? Estamos comendo nossa parte das maçãs - responderam os três.
- Ajudem-me a subir na árvore! - pediu o lobo.
- Não precisa subir - respondeu Prático. - Vou atirar-lhe uma maçã, toma!
- Hum, é uma bela maçã! Vou pegá-la. Caiu aqui no meio do capim . . . Não consigo encontrá-la . . . Onde estará?
A maçã fique comendo para matar sua fome. Vamos pra casa correndo pois senão você nos come.
Viva o rei da esperteza, viva o nosso grande lobo. Ganhou hoje, com certeza, o premio de maior bobo!
Que significa isso? - perguntou o lobo zangado. - Ah, seus malandros! Estão se fechando dentro de casa!
O lobo distraído, a procura da maçã, não vira os três porquinhos descerem da árvore e correrem a trancar-se na casa de tijolos.
O lobo arranjou uma escada bem alta e encostou à casa. Devagarinho, tratou de subir sem fazer barulho.
- Agora não me escapam! - pensava ele. - Vou entrar pela chaminé . . . e cairei bem no meio deles! Os três bobinhos nem perceberão de onde eu vim!
Mas os três porquinhos, fechados dentro da casa, estavam alertas.
Vendo as patas do lobo pela janela, Cícero avisou:
- Irmãos o lobo vai entrar pela chaminé
- Vamos fugir! - disse Heitor.
Deixe que ele venha! - falou Prático.
- Vai cair no fogo e se queimar todo! - respondeu o Gordinho.
O lobo, no entanto, ia pensando:
- Basta escorregar pela chaminé . . . sem barulho . . .
E desceu, sem imaginar o que o esperava.
- Socorro! Minha cauda está queimando! Socorro! Água! Socorro!
Com fogo o lobo corremos, dando-lhe boa lição e rindo agora o vemos sumir como um rojão!
Grande é a nossa felicidade, uma festa se fará. O bem venceu a maldade, o lobo não voltará!